Transferência
de metodologias garante continuidade
O
CEDAC atua na produção de mudanças efetivas
na estrutura e funcionamento das redes de ensino municipais.
No CEDAC acreditamos ser essencial formar quadros locais bem preparados,
capazes de dar continuidade ao trabalho iniciado. Em um dos projetos
de maior sucesso que empreendemos, o Escola que Vale, desenvolvemos
a prática de transferir metodologias de formação,
pois não apenas formamos professores, supervisores e diretores,
mas formamos formadores e criamos condições para
a implantação da formação continuada
em ambientes de ensino, como as escolas. Essa metodologia, desenvolvida
pelo CEDAC para o projeto Escola que Vale, pauta muitas de nossas
outras ações.
A intenção é tornar as comunidades em que
atuamos autônomas na formação dos seus professores.
Entendemos que essa é uma das lacunas mais evidentes nas
redes de ensino. Para isso, fornecemos material bibliográfico,
recursos tecnológicos e de pessoas, dependendo da necessidade
de cada grupo, avaliada no escopo de cada projeto.
Hoje
em dia, como resultado de nossa experiência, percebemos
que essa transferência é um processo
que deve respeitar uma certa regularidade que se concretiza em
algumas etapas:
Primeira
Etapa
Quando
somos chamados a iniciar um projeto, começamos as mudanças
do micro para o macro: o trabalho inicia com
os professores, supervisores e diretores de um grupo pequeno de
escolas, acompanhado sempre por técnicos da secretaria.
Ao mesmo tempo, escolhem-se de uma a quatro pessoas no município
para terem uma formação ainda mais profunda.
Muito dessa formação acontece na prática:
introduzimos uma rotina de reuniões pedagógicas,
influenciando os costumes locais. Passamos também a ajudar
a equipe local a elaborar objetivos comuns e planejar atividades,
embasados em nossa experiência e fundamentação
teórica, mas principalmente, apoiados no diálogo
que fomentamos com a equipe local.
Segunda
Etapa
Numa
segunda etapa, ampliamos o campo de trabalho para atingir os diretores
e supervisores de toda a rede. É quando nos dedicamos a
promover o aprofundamento da relação escola/família
e escola/comunidade. Também começamos a
incentivar a articulação entre as escolas
da rede.
Terceira
Etapa
Em uma terceira fase já estamos constituindo um grupo de
professores bem formados, dirigidos por uma ou mais coordenadoras
locais cuja formação foi ainda mais intensa. Esse
grupo passa então a formar outros professores,
na própria cidade ou mesmo na cidade vizinha.
Diferencial
Perguntam se formamos multiplicadores. Não, não
formamos. Acreditamos que fazemos mais do que isso: enraizamos
conhecimentos e metodologias e damos ferramentas para que
cada professor, a partir da sua história, siga seu
próprio rumo. Sendo assim, ele não apenas
multiplica o que ensinamos, mas expande e potencializa o
seu universo de conhecimento, influenciando os que lhe cercam.
Formamos pessoas capazes de ampliar o campo de atuação
para além da sala de aula. São capazes de
orientar grupos de outros professores ampliando a perspectiva
metodológica de inserção da formação
continuada nas escolas.
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Nessa
etapa, a Secretaria local já entendeu o trabalho que fazemos,
sua concepção e sua metodologia. Começamos
então o monitoramento à distância,
permitindo que eles continuem o trabalho de maneira muito mais
autônoma.
Quarta
Etapa
Ao longo desse percurso, a Secretaria de Educação
passa a perceber que seus quadros, bem formados, demandam também
uma organização mais complexa e passa a repensar
o seu papel. É aí que ela nos chama para intervir
também nas estruturas de funcionamento das redes de ensino.
Cabe ressaltar que essas mudanças acontecem ao longo do
tempo, são frutos de um trabalho constante, conduzido pelo
diálogo e motivadas pelas necessidades de cada local.
Um
trabalho nunca é igual ao outro, pois ele acontece de forma
dinâmica e difere de acordo com o grau de envolvimento,
compromisso e responsabilidade do setor público.