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Investir no social pode ser um ótimo negócio

Os empresários estão levando cada vez mais a sério os investimentos no social. Veja aqui algumas recomendações para escolher projetos com retorno garantido.

Crescentemente os empresários avaliam a hipótese de investir em projetos sociais – seja pelo retorno em marketing que podem trazer, seja pelos benefícios fiscais de que podem passar a usufruir, ou pelo fato de que, afinal, todos desejam contribuir para um mundo melhor e investir nisso é também atender à missão da empresa.

Não há dúvidas de que os consumidores estão também mais exigentes e de que há um movimento mundial de preferência por produtos com selos que garantem a responsabilidade social de seus produtores. O investimento social costuma ter retorno institucional bastante positivo.

A educação é um dos investimentos que traz maior repercussão para os que nela investem. Não é por acaso: trata-se de um tema para o qual o público já se encontra particularmente sensibilizado, que é facilmente identificado como um dos pilares de desenvolvimento de uma sociedade e que grande parte dos brasileiros, em qualquer pesquisa, apontará como sendo o setor com as maiores lacunas a serem preenchidas. É dessa temática que o CEDAC trata e é, sem dúvida, ela que dirige esse texto.

Não importa qual seja a sua motivação ou qual a área em que pretende atuar. Se você é um empresário e pensa em fazer esse tipo de aplicação, esteja atento às recomendações do quadro em destaque: elas tratam dos critérios e recursos necessários para que o investimento feito garanta o retorno positivo almejado.

      Dicas para o financiador

Formule ou se associe a projetos cujas ações não se superponham às da esfera da administração pública. Pense que seu objetivo é cooperar e não substituir o estado em suas responsabilidades.
Invista na criação de tecnologia social replicável. É importante buscar soluções que, mesmo sendo específicas e locais, possam apontar respostas a problemas mais amplos.
Exija a explicitação clara e detalhada de porque o projeto foi formulado, para quê será posto em prática, e como será realizado. Muito projetos fazem análises macro, delineiam estratégias gerais e não apresentam caminhos concretos de atuação. A educação se faz no micro. São os pequenos gestos e a definição de intervenções no cotidiano que vão de fato transformar o cenário.
Analise projetos de eficácia já comprovada, não apenas projetos a iniciar. As empresas sempre querem associar o trabalho que desenvolvem à sua imagem empresarial. Nada mais legítimo, mas isto não significa que devam ou precisem formular um projeto novo. A preocupação deve estar em associar sua imagem a uma idéia, o que permite até que várias empresas possam financiar um mesmo projeto, ampliando o seu potencial e apoiando-se em uma eficácia já comprovada.
Invista em projetos que tenham preocupação explícita com o desenvolvimento de autonomia e formação de quadros locais. É preciso delinear estratégias específicas para este fim. O mais comum é que os projetos existam enquanto a ação externa está presente: apesar da boa intenção, muitas vezes se fortalece uma relação de dependência entre os quadros externos e os quadros locais.
Apóie, sempre que possível, a criação não apenas de oportunidades de desenvolvimento profissional, mas também de desenvolvimento pessoal dos participantes do projeto.
Estabeleça critérios e indicadores que definam o público-alvo. Por que escolher tal comunidade?
Crie mecanismos de acompanhamento e avaliação, pautados nas características do campo da educação, onde os processos são quase tão importantes quanto os resultados. Em educação é preciso ter intencionalidade e objetividade, mas nem sempre muita pressa...
Atue em parceria com instituições congêneres, outras organizações da sociedade civil, universidades e/ou setor público. Uma das grandes e boas características do Terceiro Setor é a sua vocação para o trabalho em parceria, em que se unem esforços e a colheita dos resultados é uma soma sempre maior do que a investida.
Procure aproximar-se dos órgãos públicos municipais/estaduais ou federais: a empresa que investe em projetos sociais acumula conhecimento e pode e deve influenciar na elaboração e implementação de políticas públicas.
Esteja atento às publicações relativas ao setor, cada vez mais qualificadas e atualizadas. Sugerimos, como referência, o livro publicado pelo Grupo de Institutos, Formações e Empresas.

© CEDAC 2003